A edição deste ano do relatório sobre a evolução do emprego e da situação social na Europa revela uma continuação da evolução positiva nestas duas áreas na União Europeia.

Apesar das recentes melhorias, continuam a existir disparidades acentuadas entre os Estados-Membros em termos de crescimento económico, emprego e outros indicadores sociais e do mercado de trabalho. O documento incide sobre formas de combater as disparidades existentes, com especial destaque para a criação de emprego, eficácia do mercado de trabalho, modernização da proteção social e investimento nas pessoas.

O relatório destaca o potencial do emprego por conta própria e do empreendedorismo para a criação de mais postos de trabalho. Dá igualmente conta de um aumento dos tipos de contrato de trabalho, o que favorece a oferta de modalidades de emprego flexíveis e, por conseguinte, uma maior participação na atividade económica, mas pode também conduzir à segmentação do mercado de trabalho.

O documento revela que a União Europeia pode utilizar os seus recursos humanos com maior eficácia através da mobilidade. Ainda que o número de trabalhadores móveis tenha aumentado ao longo das duas últimas décadas, a sua proporção no total da mão-de-obra continua a ser limitada: apenas 4% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos residem num Estado-Membro que não aquele onde nasceram.

Além disso, a mobilidade destes trabalhadores contribuiu para reduzir o desemprego em alguns Estados-Membros mais afetados pela crise e ajudou a resolver os problemas de falta de pessoal nos países de acolhimento. Por conseguinte, o relatório destaca claramente o potencial económico da mobilidade.

Este relatório debruça-se ainda sobre o desemprego de longa duração, que afeta cerca de 11,4 milhões de pessoas na UE. O combate ao desemprego de longa duração é crucial para melhorar a eficiência do mercado de trabalho, já que os desempregados de longa duração têm menos hipóteses (cerca de metade) de encontrarem um emprego do que os desempregados de curta duração.

É ainda importante referir que o diálogo social assumirá um papel crucial para promover uma recuperação económica sustentável e inclusiva. Os parceiros sociais foram envolvidos na conceção e na implementação de várias grandes reformas e políticas.

Para que o diálogo social possa desempenhar eficazmente esta função, há que reforçar a capacidade dos parceiros sociais, em particular nos Estados-Membros em que as estruturas de diálogo social são frágeis ou se tenham fragilizado em consequência da crise económica.

Para mais informações:
http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-16-92_en.htm

infografico_evolucao_emprego_situacao_social_2015_pt

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