paisagem_campestreA Comissão Europeia aprovou um pacote de investimento de 222,7 milhões de euros financiados pelo orçamento da UE para apoiar a transição da Europa para um futuro mais sustentável e com baixas emissões de carbono. Em Portugal, são 3 os projetos contemplados com um financiamento no valor de 7,3 milhões de euros.

O financiamento da UE fomentará investimentos adicionais, num total de 398,6 milhões de euros para aplicação em 144 projetos novos em 23 Estados-Membros.

O apoio provém do programa LIFE para o ambiente e a ação climática. Serão afetados 323,5 milhões de euros a projetos nos domínios do ambiente e utilização racional dos recursos, natureza e biodiversidade, assim como da governação e da informação em matéria de ambiente.

Em Portugal, foram contemplados os seguintes três projetos, com um financiamento global de 7,3 milhões de euros:

LIFE «Ambiente e eficiência dos recursos» (2 projetos — 3,9 milhões de euros)

  • LIFE PAYT (Instituto Politécnico de Coimbra): O projeto irá criar um sistema PAYT (pagar pelo produzido) integrado, económico e extremamente reproduzível, em cinco cidades do sul da UE: Lisboa, Condeixa e Aveiro (Portugal), Vrilissia (Grécia), e Larnaca (Chipre). Este sistema irá incentivar as famílias e as empresas a realizar a triagem e reciclagem, com o objetivo de reduzir a produção de resíduos, aumentar as taxas de reciclagem de materiais de embalagem, fazer a demonstração das alterações no processo de decisão a nível local que contribuem para a execução da política de resíduos da UE e promover a replicação do conceito noutras cidades do sul da Europa. O projeto irá utilizar software e hardware para mostrar aos produtores de resíduos as quantidades geradas e conceber tarifas justas e equitativas nesta matéria.
  • LIFE Index-Air (Instituto Superior Técnico): Este projeto irá criar um novo instrumento de gestão da qualidade do ar, que permitirá aos responsáveis políticos locais, regionais e nacionais avaliar quantitativamente o impacto das políticas sobre os níveis de exposição humana às partículas. O instrumento será aplicado nalgumas cidades da UE, onde será utilizado para avaliar o contributo das diferentes fontes de emissão para os níveis de exposição e desenvolver estratégias de controlo que tenham em conta os impactos previstos das alterações climáticas e das alterações atmosféricas a longo prazo. A ferramenta será desenvolvida utilizando dados de Lisboa, Porto, Atenas, Veneza e Kuopio.

LIFE «Adaptação às alterações climáticas» (1 projeto — 3,4 milhões de euros)

  • LIFE-MONTADO-ADAPT (Associação de Defesa do Património de Mértola): O projeto tem como objetivo a introdução de tecnologias inovadoras de adaptação às alterações climáticas nos ecossistemas de montado (Portugal) e de dehesa (Espanha), onde as atuais práticas agroflorestais tradicionais se tornaram insustentáveis do ponto de vista económico. O projeto fará a demonstração de sistemas de utilização integrada dos solos, sustentáveis e rentáveis, que contribuam para restabelecer o caráter multifuncional da paisagem, bem como para aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento socioeconómico, os serviços ambientais, a conservação da biodiversidade e a fixação do carbono.

Para mais informações:
http://ec.europa.eu/portugal/news/life-program-invest-portuguese-projects_pt

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